A história da vestimenta, dos trajes ou simplesmente da roupa que usamos, tem início com o começo da humanidade. No princípio, utilizávamos a pele dos animais abatidos na caça para nos proteger da inclemência do tempo. Mas essa matéria-prima tinha o inconveniente de ressecar e se deteriorar, e então foi preciso descobrir formas de prepará-la para que, despindo o animal, ela se tornasse adequada para vestir o homem. Isto incluiu desde a mastigação do couro, para fazê-lo adquirir a flexibilidade desejada, até seu tratamento em curtumes, segundo os princípios que hoje conhecemos.

A roupa deixaria de ser apenas uma pele jogada sobre os ombros quando surgissem as primeiras moldagens. Então os homens passaram a fazer cortes rudimentares no couro, ajustando as partes com tiras, por amarrações, ou costurando-as com agulhas feitas de marfim de mamute e de osso de rena. Atribui-se ao homem que viveu há 25 mil anos atrás, conhecido como Cro-Magno, a primeira roupa confeccionada, ou seja, fechada por linha e agulha.

E pouco a pouco, de simples proteção para o nosso corpo, a vestimenta se tornou para nós uma segunda pele, que nos identifica frente aos outros, adquirindo um significado simbólico e social como marca de distinção ou signo de poder de natureza mística ou material. No período pré-histórico, a ornamentação no vestuário foi privilégio do sexo masculino porque por meio dela se expressava a força e o poder do homem.